O Templo dos Amores
Por mais bem visitado que fosse, aquele lugar parecia sempre abandonado como um pântano, um mangue com corpos espalhados em meia decomposição por onde os olhos alcançavam.
Era como se nem a própria natureza se importasse mais com o que quer que estivesse ali e o pútrido cheiro daquele lugar fosse parte da atração. Pilhas de obras se acumulavam numa tentativa desesperada de fazerem parte do acervo, nem que fossem apenas como meras lembranças.
O lugar deixava de ser um templo e se assemelhava à um museu. Mas por mais podres e desfiguradas que estivessem, as obras se mantinham ali para fazer companhia para os corajosos visitantes do local que por qualquer motivo que fosse, pareciam se inspirar nelas.
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