Desenvolvimento Pessoal

Violência

O corpo de um homem evoluiu por milhões de anos para desenvolver mecanismos muito sofisticados que transformam proteína em músculo e calorias em violência.

Foi necessário ser assim devido aos conflitos intra e extra espécie. A sobrevivência do seu par e prole, e por tanto a propagação da sua informação genética, dependiam disso.

Uma parte muito fundamental do processo de desenvolvimento de um homem é construir a capacidade e convicção de que seu corpo pode matar outro ser vivo de igual ou maior porte com as próprias mãos. A ideia é que, se força for o delimitador de um conflito, o homem estará seguro em defender seu território.

Parte desse processo inclúi a compreensão e capacitação do seu próprio corpo para que puramente em números brutos ele seja capaz de realizar tal façanha.

Mas parte igualmente importante é o entendimento pleno de que outros homens são igualmente capazes do mesmo. Isto estabelece um paradigma fundamental na mente masculina: se não com força, de que outra forma conflitos podem ser resolvidos?

Com isso em mente, um homem busca linhas claras que delimitam quando violência é ou não justificada. A isso damos o nome de política.

Em contra partida, também surge a ansia de buscar protocolos claros, universais e não contraditórios para as interações não violentas. A isso damos o nome de ética.

A partir disso, o homem inicia uma saga incessante de auto conhecimento, desenvolvimento pessoal e capacitação física, sabendo que se necessário ele pode estabelecer dominância e agir de acordo com seu propósito. Assim, não se submetendo a nada nem ninguém que o mova para longe do seu caminho ou que o interrompa ou atrapalhe no percurso.

Um homem autêntico precisa ter a convicção de que não será subjulgado, nem por indivíduo nem pela tribo. Assim, pode manifestar seus desejos e ambições na busca de realizá-los, sabendo que pra isso está seguindo um protocólo que respeita a busca dos outros nos seus devidos propósitos.

Acaba que a vida de um homem gira entorno da busca pela realização do seu propósito enquanto que desenvolve e mantem seu corpo equipado e em plena capacidade de manifestar sua violência de forma crua e impassional desde que esteja protegida pela sua camada de mente e alma para ter todas as habilidade interpessoais como negociação, empatia e razão prontas para que seu potencial violento seja o último recurso durante a resolução de um conflito

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